Crise na Unacon de Caetité: Mudança de gestão não reativa serviços, e funcionários relatam incertezas

A transição na administração da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) de Caetité segue cercada de problemas e incertezas. Após a saída da Fundação Terra Mãe (FTM), a Fundação Provida assumiu a gestão da unidade, mas relatos obtidos pelo Radar 030 indicam que os serviços ainda não foram restabelecidos e em alguns casos foram reduzidos.
A FTM enfrentou dificuldades devido à falta de repasses da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), que chegou a milhares de reais. Apesar da FTM, ter obtido altas notas em avaliações da propria SESAB, estranhamente ela foi retirada. O governo estadual afirmou na época, não ter débitos pendentes, porém, segundo informações do Portal da Transparência, a FTM ainda vem recebendo valores atrasados, embora de forma fragmentada, e lenta.
O município de Caetité, também a época, afirmou ter um plano de contingência, mas até o momento nada saiu do papel. Já a nova administração, mesmo após um mês à frente da unidade, ainda não conseguiu colocar o atendimento em funcionamento adequado. Atualmente, a Unacon se encontra aberta, mas ao mesmo tempo fechada. Informações apuradas indicam que apenas cinco leitos de UTI estão operando, enquanto a enfermaria segue funcionando de maneira limitada.
Colaboradores também relatam insegurança quanto a questões trabalhistas, incluindo a formalização de contratos, o pagamento de salários e a definição da carga horária. A incerteza tem gerado preocupação entre os profissionais, que temem instabilidade diante da falta de informações concretas sobre suas condições de trabalho.
A Unacon de Caetité é uma unidade essencial para o atendimento oncológico na região, mas a nova gestão ainda não mostrou quais quer avanços no serviço. Diante do cenário atual, surgem questionamentos sobre a efetividade da mudança e o impacto na assistência aos pacientes.
O Radar 030 segue acompanhando o caso e buscando esclarecimentos junto às autoridades responsáveis pela unidade. A mudança vem indicando mais um engodo fadonho e humilhante para os pacientes que necessitam de tratamento de câncer.
